Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Um Pouco de Historia.

por Pr.Pina, em 19.01.17

images.jpg

N.4

JEROME ( 345– 419)
Tradutor da Bíblia Latina; estudioso da Bíblia

Nascido numa família rica, perto de Aquiléia (ponto mais ao norte do Mar Adrático), Jerônimo passou sua juventude absorvendo ampla educação em Roma.

Não existem descrições de sua conversão, mas se submeteu ao batismo por volta dos vinte anos.

Logo depois, Jerônimo meteu-se num período de vinte anos de viagens, uma peregrinação através do império.

Essa peregrinação começou em Trier, Gaul, onde Jerônimo estudou teologia por vários anos e passou a ter forte atração para o monasticismo.

Retornando então para Aquiléia, ficou três anos com o Bispo Valerianus e um grupo selecionado promovendo estudos contemplativos e de vida.

Mas em 375, muito descontente, Jerônimo se mudou para Antioquia, na Síria, onde num sonho que lhe despertou a consciência se deparou com acusações vívidas de estar seguindo não a Cristo, mas a Cícero.

Como revelou mais tarde, sentiu que seu comprometimento cristão foi submetido a uma transformação básica depois desse incidente.

Imediatamente depois do sonho, Jerônimo se retirou para o deserto ao redor de Chalcis (a leste de Antioquia).

Ali começou um estudo intenso das Escrituras - somado ao aprendizado de hebraico e grego - e tentou encontrar-se como cristão.

Dois anos mais tarde na volta para Antioquia, Jerônimo foi ordenado padre pelo Bispo Paulinus e ficou absorto com as conferências de Apollinaris de Laodicéia.

Mudando-se para Constantinopla, passou dois anos como aluno de Gregory of Nazianzus, o grande professor cujo círculo incluía Basil de Caesaria, Gregory de Nyssa e outras figuras eminentes da Igreja.

Foi nesse momento que as obras de Origen o impressionaram fortemente.

A peregrinação de Jerônimo terminou nos anos 382 a 385, a parte mais feliz e mais produtiva de sua peregrinação.

Uma vez mais em Roma e trabalhando como secretário do Papa Damasus, Jerônimo dedicou-se a seus interesses principais: estudo meticuloso das Escrituras e divulgação ativa da contemplação monástica.

Entretanto esse tempo terminou abruptamente pela morte de Damasus e pelos ataques dos seus oponentes, provocados por sua personalidade severa.

Em meio a muita confusão, Jerônimo partiu de Roma para procurar um lugar para a vida monástica liberta e remota que achava tão importante.

Fixou-se finalmente em Belém em 386.

Aí passou os seus últimos trinta e cinco anos, engajado profundamente no estudo bíblico e na tradução da Bíblia, que sua mente privilegiada perseguiu com tanto empenho.

3..jpg

N.3

WALDO, PETER (1150-1218)
Pregador mendicante; fundador dos Waldenses

Em seu início de vida obscuro, Waldo desperdiçou seus bens e por volta de 1173 passou a viver como mendigo.

Logo se tornou um proeminente pregador itinerante em Lyons e outros lugares da França. Por meio de uma apresentação simples do evangelho, a mensagem de Waldo criticava fortemente os abusos da Igreja dominante.

Isto se referia ao mudanismo do clero regular e às heresias da seita de Cathar. O ministério de Waldo atraiu números sempre crescentes até o fim de sua vida.

Os que aderiam à sua pregação, freqüentemente chamados de os Homens Pobres de Lyons, ou Pobres de Espírito, se tornou um grupo cristão imprecisamente identificável.

Quando o movimento se expandiu nos anos de 1200 e 1300, ficou conhecido como os waldenses.

O fato excepcional é que Waldo pregava a partir de uma tradução das Escrituras num francês dialético. Esse desvio da Bíblia Latina autorizada distinguia os waldenses, especialmente comparados ao movimento similar de São Francisco de Assis.

Waldo e seus seguidores procuraram legitimização no III Concílio Laterano ,XI concílio geral em 1179.

Respondendo respeitosamente, Alexandre III aprovou os votos de pobreza dos waldenses mas proibiu qualquer pregação, exceto a convite do clero.

Waldo e membros do seu grupo, no entanto, se sentiram compelidos a continuar a proclamação pública de suas idéias.

Assim, logo depois da aprovação de Alexandre, Bellesmains, arcebispo de Lyons, condenou o movimento. Waldo fez uma declaração de fé totalmente ortodoxa ao Cardeal Henry Albano em 1180. Mas no Concílio de Verona ,1184, Lúcio III excomungou os waldenses como grupo, identificando-os com os Cathars e outros hereges.

A partir daí, a Igreja e os waldenses ficaram radicalmente separados e o movimento se juntou com outros grupos e doutrinas não-conformistas em muitos lugares.

Os ensinos de Waldo aproximavam idéias protestantes posteriores: rejeição do purgatório e alguns sacramentos, recusa de veneração de santos e oração pelos mortos.

Os waldenses também eram comumente separatistas donatistas, contrários a qualquer reconhecimento de padres indignos.

Alguns deles se juntaram aos extremistas Humiliati e Arnoldistas da Itália. A não ser por conceitos separatistas, a maioria entretanto parece ter permanecido ortodoxa.

2..jpg

 N.2

VISÃO GERAL

Uma explosão espiritual sacudiu as igrejas americanas nos idos de 1740 quando os cristãos se tomaram de um novo entusiasmo por sua fé.

A religião morta deu lugar a um comprometimento sério nesse avivamento que ficou conhecido como o Grande Despertamento.

As datas específicas normalmente dadas para o Grande Desperatmento são 1740 a 1743, aproximadamente o tempo da turnê de pregações de Whitefield, embora o caminho tivesse sido preparado por pregadores avivados que lhe antecederam e os efeitos subsequentes continuado por algumas décadas.

Alguns historiadores associam o Grande Despertamento Americano com o Reavivamento Evangélico na Inglaterra, que ocorreu, no tempo de Wesley, por quase um século.

EDWARDS E WHITEFIELD
Jonathan Edwards tomou a iniciativa da ação.

Este brilhante estudioso analisou completamente o reavivamento, dando-lhe sua aprovação geral. Ele presenciara um movimento semelhante e menor por volta de 1730 e sua própria esposa foi tomada de um fervor emocional.

Assim quando George Whitefield trouxe seu novo reavivamento para Massachussets em 1740, Edwards o acolheu.

Whitefield viera da Inglaterra, onde deixou em Bristol um reavivamento em curso nas mãos capazes de seu amigo John Wesley.

Chegando em Delaware, iniciou uma turnê de pregações pela costa rumo ao norte tomando a direção de New England e para o sul de novo para a Geórgia. Os colonos não haviam jamais ouvido tal pregação.

A vos possante e a performance dramática desse inglês levou alguns às lágrimas e muitos ao arrependimento.

Você deve nascer de novo! era sua mensagem principal. Para muitos americanos, a igreja tinha se tornado somente um assunto social em vez de espiritual.

As pessoas falavam, cantavam os hinos e tomavam o pão e o vinho, mas seus corações estavam distantes de qualquer ligação com Cristo. Whitefield chamou atenção sobre isto e muitos se decidiram por seguir a Jesus com seriedade.

Muitas igrejas receberam Whitefield em seus púlpitos. Algumas fecharam suas portas, mas isso não foi problema. Whitefield atraiu grandes multidões em áreas abertas. Cristãos de todas as denominações se ajuntavam para ouvi-lo.

Seria difícil exagerar o papel de Jonathan Edwards no Grande Avivamento. Sua pregação calma e cuidadosa era um grito longínquo da pregação de Whitefield, mas Edwards era amplamente respeitado como teólogo e filósofo.

Quando muitas igrejas conservadoras recuaram diante dos métodos de Whitefield, a aprovação de Edwards equilibrou a balança e o Grande Despertamento continuou. Intitulando-se Antigas Luzes, um número de críticos conservadores temiam o emocionalismo exacerbado e a desordem desse reavivamento.

Mas uma força especial emergiu das "Novas Luzes", edificando sobre os esforços de Whitefield - incluindo líderes como Theodore Frelinghuysen e William e Gilbert Tennent nas colônias do centro do Atlântico.

O DESPERTAMENTO E A REVOLUÇÃO

Que efeito teve o Grande Despertamento sobre a Revolução Americana? Isso é tema para debate, mas o reavivamento contribuiu muito para unir as colônias religiosa e espiritualmente.

De repente congregacionais, presbiterianos, batistas, quakers e anglicanos tinham uma causa em comum.

O Grande Despertamento trouxe uma consciência de que pessoas de diferentes denominações podiam seguir o mesmo Senhor.

E essa idéia ajudou a unificar a cooperação entre a Pensilvânia quaker e a Rhode Island batista, entre a Massachussetts congregacional e a Virgínia anglicana.

Isso também contribuiu para assegurar liberdade de religião na nação emergente. E talvez tenha havido um novo senso de moralidade e missão que incendiou o espírito revolucionário.

As igrejas americanas precisaram de outros chamados de despertar ao longo da história.

Historiadores falam do Segundo Grande Despertamento e outros despertamentos podem ser identificados no trabalho de Finney, Moody, dos Pentecostais, dos Fundamentalistas, dos Evangélicos ou dos Carismáticos. No entanto, foi o Grande Despertamento de 1740-43 que colocou o Cristianismo Americano no caminho certo.

ob_07d1ea_reforma.jpg

  N.1

REFORMA
A reforma começou como um protesto religioso contra algumas práticas e ensinamentos da igreja católica romana no século dezesseis.

Essa reforma resultou em vários grupos de protestantes aqueles que protestavam contra a igreja católica através da Europa que se desvencilharam da igreja mãe, por estarem fartos da a sua corrupção e controle e por descordarem em pontos chave da teologia.

SEMENTES DE MUDANÇA
Idéias de reforma estavam flutuando pela Europa por alguns séculos.

John Wycliffe na Inglaterra, Jan Huss em Bohemia, Savonarola na Itália e outros que ousaram falar contra as regras da igreja. No entanto, Martin Lutero começou verdadeiramente o conflito quando em outubro de 1517, martelou as suas noventa e cinco teses ,discordâncias de regras da igreja na porta de todas as igrejas católicas em Wittenberg, Alemanha.

A porta da igreja era uma espécie de quadro de avisos, então isso não foi vandalismo - mas poderia ter sido considerado como tal por causa do grande estrago que as críticas de Lutero causaram.

Qual eram os temas? A igreja estava vendendo indulgências.

Grandes doadores podiam comprar perdão para eles próprios ou para aqueles amados que já haviam partido.

O dinheiro arrecadado pagaria as dívidas que o novo bispo tinha acumulado quando comprou a sua nova posição.

A igreja estava encobertando o esquema pois parte deste dinheiro foi para construir uma nova basílica em Roma.

Para Lutero isso só somava a um padrão de corrupção e a uma liderança nada espiritual.

Além de achar isso corrupção, Lutero também discutia dizendo que esse era um sistema de obras contrario a mensagem da bíblia de redenção e graça.

Naquele tempo, ele não tinha a intenção de deixar a igreja católica ou começar uma nova religião, mas a resposta nada produtiva da igreja o forçou a fazer exatamente isso.


OS PRINCíPIOS DA REFORMA
Alguns anos antes de começar essa aventura, Lutero estava estudando o livro de Romanos.

Foi nessa época que ele finalmente enfrentou a graça de Deus pessoalmente.

A igreja não estava ensinando muito sobre graça naquela época: a salvação era merecida por boas obras e observância religiosa, e aparentemente podia-se obter o perdão através de troca.

Quando Lutero descobriu o ensinamento bíblico que dizia que o justo viverá pela fé, a sua vida mudou e conseqüentemente o mundo também.

Esse princípio justificação pela fé formou a base do pensamento reformista.

Como era a fé individual de cada pessoas que o ligava com Deus, não havia necessidade de ter um sacerdote ou um papa para mediar o relacionamento. Daí que surgiu o conceito do sacerdócio do que crê.

E se cada um que cresse pudesse ficar diante de Deus pessoalmente, então todos poderiam escutar a palavra de Deus e interpretá-la.

Nesse caso a bíblia se tornava a autoridade e não as autoridades da igreja.

O ato de traduzir o latim empoeirado da igreja para uma linguagem mais atual, se tornou algo muito importante para os reformistas.

E, como o pão e o vinho não podiam salvar uma pessoa, o conceito da ceia do Senhor mudou para os reformistas.

Apesar de diferentes grupos de protestantes terem visões diferentes nesse ponto, todos concordaram que tomar a comunhão não tinha o efeito salvador; era a fé em Cristo que deu o seu corpo e o seu sangue por nós que poderia salvar.

O IMPACTO DA REFORMA

A reforma protestante mudou completamente a paisagem religiosa do mundo ocidental.

A hegemonia católica romana foi quebrada. Os protestantes desafiaram com sucesso um regime opressivo repleto de corrupção. Por outro lado , eles abriram as portas para todos tipos de novas heresias e grupos de vanguarda.

Não é de se estranhar que o numero de denominações protestantes continua crescendo ao mesmo tempo em que as novas igrejas se desvinculam das velhas igrejas.

A ênfase num relacionamento individual com Deus e a capacidade de interpretação das escrituras criaram um ambiente de vitalidade e criatividade, mas também tinha o potencial para um caos e divisão.

A reforma também instigou revoluções políticas, acadêmicas, cientifica e filosóficas.

Não é por acaso que a reforma veio logo depois da renascença.

Em muitos aspectos elas eram o mesmo movimento uma nova liberdade para as pessoas interagirem com a sua própria verdade.

O Humanismo, o individualismo, o nacionalismo e muitos outros "ismos" têm ligações reformistas.

O mundo não contestou muita coisa entre os anos de 480 e 1480, porém, por volta do ano de 1580 estava irreconhecível.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:20



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D


Links

  •